E consigo as expectativas que o fiz arrastar pela doçura que lhe vim atribuindo com as suas passagens anuais, cada vez mais demarcadas. Consecutivas.
Talvez nem lhe sejam parte, as expectativas. Cá para mim fui eu quem as criei e, por isso, resolvi. O peso que atribui a Novembro moldou-me a vê-lo, se bem que meio distorcido (pela sua névoa ou pelo meu ornamento do conceito, hei de lá saber), como o queria. Tanta a ânsia de chegar e tão diminuta a saudade da sua partida por saber precisamente quando voltaria. Talvez seja isso, na doçura que lhe atribuo, que lhe enfeita de expectativas. E por isso ainda, que se cumprem.
Ou talvez não.
Mas o quão eu adoro Novembro, e o quão doce é!
Nós sabemos todos do assalto da chuva miúda que todos molha sem escorrer pelos toldos da baixa nem pelos tragos da orelha. E o sol que vez a vez lembra de aparecer, assim a dar um olho pela cidade, a ver se está tudo bem e a fazer-se lembrar, por entre uma e outra nuvem, daquelas esbranquiçadas pelo fumo libertado num ambulante assador de castanhas assadas. E que boas são, quase, mas nunca, ao ponto de compensarem o preço que manifestam. E são umas tantas de outras coisas deste mês. Não sentis a calma nos passeios que dais? Eu sinto-a. Não oiço o meu passo: parece que cada se substitui por um inaudível, mas perceptível, ainda assim, toque na corda duma harpa.
É que até o tabaco me sabe melhor, porra.
Só me preocupa (ora, não fosse a preocupação faltar, que Novembro é doce, não olímpico) que o que com ele veio, porque eu fiz vir, julgo, com ele vá. Já não seria a primeira vez. Preocupa-me e angustia-me pelo que me trouxe desta vez, esse algo que deixou de lhe ser para ficar comigo (pelo menos enquanto durar o mês).
Talvez se eu fizer para que fique quando Novembro desertar, como fiz para que com ele viesse. Talvez assim fique. Mas angustia-me, ainda assim, a preocupação.
E é amarga, porque esconde-se no interstício de quem estou a ser neste mês. Vivo uma paz e uma alegria serena (que nem Caeiro soube viver, vejam-me lá bem). Só que assalta-me essa angustiante preocupação quando me apercebo que o trigésimo há-de chegar. E está lá bem funda, a regurgitar, lembrando-me de cada vez que sorrio que esse mesmo sorriso poderá ser efémero. Tanto quanto prevejo.
Resta-me esperar e tentar, soubesse alguém como, fazer com que fique aquilo que esperei que Novembro trouxesse.
Novembro. O meu doce Novembro.





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"Together we stand, divided we fall..."
vim ler e vou de alma cheia
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o mar ao cimo.
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Through the darkness of futures past
The magician longs to see
One chants out between two worlds
Fire walk with me
Abraço.
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Don't come if you're not sure...
Proud member of ~PoesiaPT poetry in portuguese
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NM ~Uma narcisista sem [des]culpa~
(Sorry for my bad english.)
perdeste alguma coisa?
eheh ^^
jogo*
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Fire walk with me
lolol
porque nao diz que me chamo carlinha lá
ou talvez nao!... tas com sorte, sou só o mário
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